Dior na Semana de Moda de Paris

Os chefes do grupo LVMH deveriam deixar como está: um ano depois da saída de John Galliano, a coleção Dior foi bonita, elegante e luxuosa na medida real. Se quem faz já é da equipe antiga, do ateliê, um grupo de funcionários, que não faz questão de entrar sozinho cercado de seguranças depois do desfile, para os agradecimentos, ótimo. O que importa é o trabalho deles na moda.
Ao som do Bolero de Ravel, na sala montada no Museu Rodin, passaram saias quase-justas, abaixo dos joelhos, com vestes de mangas largas, 7/7, marcadas por cintos pretos. Muito preto, mas principalmente, muito bege-rosado, cor que seguiu até o final, nos vestidos longos de sedas e musselines. Como em todos os desfiles da semana, há calças estreitas e calças de couro, que equilibram o volume das vestes e casacos.
Dois detalhes principais: o decote de uma blusa de couro fino, reto e com drapeado torcido, lindo. E o padrão pied-de-poule, típico da Dior, mas desestruturado. Como assim, desestruturado, um desenho tão certinho, tão antiguinho? Sim, ele começa certo e parece ir desmanchando ao longo das roupas, das carteiras retangulares e até nos saltos dos sapatos, pelo que deu para notar.
Simples, mas requintado, desde as cabeças com longos rabos-de-cavalo lisos até os sapatos de tira no tornozelo e alças cruzadas na frente. Muito bonito, Dior.
Fotos: AFP
Por IESA RODRIGUES

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s